As teorias do desenvolvimento evoluíram significativamente a longo do último século. As primeiras visões comportamentalistas deram lugar ao cognitivismo, ao construtivismo, ao construcionismo e à aprendizagem situada. Para os educadores que utilizam as tecnologias emergentes é particularmente importante a perspectiva da “aprendizagem como formação em rede”. Em termos gerais, este conceito é abrangido pela aprendizagem em rede do conectivismo.
O interesse sobre esta teoria vem crescendo desde 2004 (data do primeiro artigo publicado sobre o conectivismo). Alguns académicos mostraram-se críticos, outros manifestaram o seu apoio. O debate desenvolveu-se através de apresentações em conferências, da publicação de capítulos e artigos revistos por pares. Em 2007, realizou-se uma grande conferência (Online Connectivism Conference, Universidade de Manitoba, Canadá) com o fito de explorar as necessidades epistemológicas, sociais e de investigação da teoria. No Outono de 2008, a Universidade de Manitoba (através de George Siemens e Robert Downes) realizou um curso aberto online (com mais de 2.300 participantes) que aplicava os quadros de referência do conectivismo. A publicação já prevista de livros e a próxima realização de um seminário da UNESCO sobre o conectivismo (Barcelona, Outubro de 2009), indicam o desenvolvimento continuado e o crescimento da importância da teoria.
Apesar do interesse cada vez maior, há numerosos críticos que continuam a pôr em causa o papel (se é que lhe cabe algum) que o conectivismo deve desempenhar enquanto teoria da aprendizagem. Para responder a esses críticos, esta apresentação tomará em consideração os fundamentos históricos do conectivismo, aquilo que tem em comum com outras teorias do conhecimento e a sua contribuição única.
Dar-se-á especial atenção a:
- Críticas e preocupações suscitadas por investigadores e académicos;
- Situação do conectivismo no espectro das teorias da aprendizagem existentes;
- Tendências e mudanças que contribuem para o crescimento do interesse sobre teorias da aprendizagem que superem a oferta corrente;
- Um quadro de investigação para o avanço e o alargamento do conectivismo.